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Protractor e PageObjects, uma combinação perfeita!

O tempo passou e o aprendizado com Protractor continua evoluindo.

Hoje iremos demonstrar em um projeto público que está em desenvolvimento, como criar testes automatizados com Protractor utilizando o padrão PageObjects, amplamente utilizado na comunidade para a criação dos mais diversos tipos de testes.

Primeiro, vamos entender melhor o que é e para que serve este padrão.

O padrão PageObjects

Representa as telas/páginas de sua aplicaçãoweb como uma série de objetos, com seus atributos e métodos. Este padrão é utilizado por alguns motivos, dentre eles: a reutilização de código, o desenvolvimento de código limpo e para tornar os testes em si mais fáceis de serem lidos.

Não ficou claro? Vamos para alguns exemplos a partir do projeto previamente mencionado.

Este projeto foi desenvolvido desde seu início pensando no uso do padrão PageObjects, portanto, neste post vamos ver PageObjects “em ação” e depois fazer uma engenharia reversa para ver como seriam os mesmos testes se não fossem criados dessa forma.

Dentro do diretório tests há um arquivo chamado contact.spec.js, o qual será utilizado para este exemplo. O conteúdo deste arquivo é demonstrado abaixo:

/**
* @file contact.spec.js
*/

var ContactPage = require('./pages/contact.page');

browser.ignoreSynchronization = true;

describe ('Contact', function () {  
  beforeEach (function () {
    ContactPage.get();
  });

  it ('should successfully submit the contact form', function () {
    ContactPage.submit('Ana', 'ana@banana.com', 'teste lorem ipsum');
    expect(ContactPage.successMessage.isDisplayed()).toBe(true);
  });

  it ('should not successfully submit the contact form because of empty mandatory fields', function () {
    ContactPage.submit('', '', '');
    expect(ContactPage.successMessage.isPresent()).toBe(false);
  });
});

Vamos ler este arquivo:

Inicialmente, já podemos ver que um arquivo chamado contact.page é requerido, na linha 5.

A linha 7 já foi explicada no post Refatorando testes com Protractor JS… e testando aplicações não-AngularJS!. Esta é utilizada para testes de aplicações não-Angular, neste caso, para testes de uma aplicação Drupal.

Na linha 9 a funcionalidade ‘Contact’ é descrita e dentro deste describeficarão todos os testes desta funcionalidade, ou seja, todos os testes do formulário de contato.

Nas linhas 10 a 12 o método beforeEach do Protractor é utilizado para gerar a pré-condição de cada teste, neste caso o acesso à página de contato.

Nas linhas 14 a 17 é descrito o teste que submete este formulário com sucesso, o qual utiliza do método submit da contact.page (linha 15) e verifica que o atributo successMessage está sendo exibido (linha 16).

Nas linhas 19 a 22 é descrito o teste em que o formulário não é submetido com sucesso pela falta do preenchimento dos campos obrigatórios. Na linha 20 o mesmo método submit é utilizado, porém passando valores vazios para cada campo da página (Nome, Email e mensagem) e então, na linha 21 é feita a verificação de que a successMessage não está presente.

Apesar da minha explicação, se você parar para ler este arquivo com atenção, verá que ele é praticamente auto descritivo. Isto ocorre devido ao uso do padrão PageObjects.

Vamos agora ao arquivo o qual exporta este objeto ContactPage:

Dentro da pasta tests/pages existe um arquivo chamado contact.page.js. O mesmo possui o seguinte conteúdo:

/**
* @file contact.page.js
*/

var ContactPage = function () {

  this.name = element(by.css('.webform-client-formit-submitted-nome'));
  this.email = element(by.css('.webform-client-form #edit-submitted-email'));
  this.message = element(by.css('.webform-client-form textarea'));
  this.submitButton = element(by.css('.webform-client-form input[value="Submit"'));
  this.successMessage = element(by.cssContainingText('.webform-confirmation p', 'Thank you, your submission has been received.'));

  this.get = function () {
    browser.get('/?q=node/3);
  };

  this.fillForm = function (name, email, message) {
    browser.driver.sleep(100);
    this.name.sendKeys(name);
    browser.driver.sleep(100);
    this.email.sendKeys(email);
    browser.driver.sleep(100);
    this.message.sendKeys(message);
    browser.driver.sleep(100);
  };

  this.submit = function (name, email, message) {
    this.fillForm(name, email, message);
    browser.driver.sleep(100);
    this.submitButton.click();
  };

};

module.exports = new ContactPage();

Vejamos:

Na linha 5 o objeto é armazenado na variável ContactPage.

Nas linhas 7 a 11 os atributos deste objeto são definidos (campos de nome, email e mensagem; botão de submit; e mensagem de sucesso);

Nas linhas 13 a 15 o método get é definido, o qual simplesmente leva o usuário à página de contato.

Nas linhas 17 a 25 o método fillForm é definido, o qual preenche cada campo do formulário de contato com os argumentos que recebe por função.

Nas linhas 27 a 31 o método submit é definido, o qual utiliza do método fillForm para preencher o formulário e então clica no botão de submit.

E por fim na linha 35 um novo objeto ContactPage é exportado para ser utilizado nos testes. Ou seja, aqui podemos voltar na linha 5 do arquivo contact.spec.js onde o PageObject é requerido, e é neste momento que o teste já tem à sua disposição uma novo objeto ContactPage.

Agora vamos à engenharia reversa.

Imagine como seriam estes mesmos testes se não estivéssemos utilizando PageObjects.

PageObjects

Eles seriam algo como:

/**
* @file contact.spec.js
*/

browser.ignoreSynchronization = true;

describe ('Contact', function () {  
  beforeEach (function () {
    browser.get('/?q=node/3  });

  it ('should successfully submit the contact form', function () {
    element(by.css('.webform-client-form #edit-submitted-nome')).sendKeys('Ana');
    element(by.css('.webform-client-form #edit-submitted-email')).sendKeys('ana@banana.com');
    element(by.css('.webform-client-form textarea')).sendKeys('teste lorem ipsum');
    element(by.css('.webform-client-form input[value="Submit"')).click();
    expect(element(by.cssContainingText('.webform-confirmation p', 'Thank you, your submission has been received.')).isDisplayed()).toBe(true);
  });

  it ('should not successfully submit the contact form because of empty mandatory fields', function () {
    element(by.css('.webform-client-form #edit-submitted-nome')).sendKeys('');
    element(by.css('.webform-client-form #edit-submitted-email')).sendKeys('');
    element(by.css('.webform-client-form textarea')).sendKeys('');
    element(by.css('.webform-client-form input[value="Submit"')).click();
    expect(element(by.cssContainingText('.webform-confirmation p', 'Thank you, your submission has been received.')).isPresent()).toBe(false);
  });
});

Perceba o quão maior ficou cada teste no arquivo contact.spec.js e como ele ficou mais difícil de ser lido. Além disso, já não está mais se considerando a reutilização de código, o que gera dificuldade de manutenção quando uma alteração é feita na aplicação, a qual requer alterações nos testes também.

Portanto, ao utilizarmos o padrão PageObjects estamos escrevendo testes de uma forma mais robusta no que diz respeito à manutenabilidade, ou seja, caso um elemento na tela de contato seja alterado, por exemplo, digamos que a mensagem de sucesso venha a ser traduzida, neste caso, somente o arquivo contact.page.js precisa ser modificado, não interferindo nos testes que o utilizam, sejam lá quantos testes forem. Ou seja, teremos que alterar somente uma linha de código, em vez de várias. Além disso, com o uso de PageObjects estamos escrevendo testes de forma mais limpa e legível, podendo ser facilmente entendível ao “bater o olho” nos testes.

Em resumo, com PageObjects atingimos:

  • Padronização;
  • Melhora na manutenibilidade dos testes;
  • Código limpo;
  • Legibilidade.

Caso tenha ficado interessado no assunto, recomendamos a série de videos Aprendendo Protractor. Lá você encontrará materiais básicos e intermediários (todos mão na massa) sobre o uso do Protractor, inclusive utilizando o padrão PageObjects.

Além disso, você também pode dar uma olhada nestes outros conteúdos sobre Protractor (os videos se repetem, mas tem vários outros conteúdos no formato de texto).

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